Tiananmen: 19 anos atrás
Na próxima quarta-feira, dia 04 de maio faz 19 anos do massacre na Praça na Paz Celestial (Tiananmen).
Abaixo uma foto-reportagem para lembrar as atrocidades cometidas pelo regime
Fica a pergunta: 19 anos depois, o governo Chinês agiria do mesmo jeito? Pelo que ocorreu no Tibete, creio que sim.
Que o diga o pai dos filhos de uma amiga minha que mora na China, que está desaparecido desde os
protestos, se é que ele ainda está vivo. As fotos vão em sua memória, esteja onde ele estiver.

A foto simbolo: Aconteceu no dia 5 de junho, um dia depois do início do massacre.
Sempre que vejo essa foto me pergunto sobre o que aconteceu com o soldado
que dirigia o primeiro tanque. Por que ele simplesmente não arremeteu?
Essa foto é emblemática do evento. Foi tirada por Jeff Widener, e na mesma noite
foi capa de centenas de jornais, noticiários e revistas de todo mundo. O homem da
foto, que ficou conhecido como o “Rebelde Desconhecido” certamente foi morto
horas depois. E o soldado?
No ocidente as imagens do rebelde foram apresentadas como um símbolo do movimento
democrático Chinês: um jovem arriscando a vida para opor-se a um esquadrão militar.
Na China, a imagem foi usada pelo governo como símbolo do cuidado dos soldados do
Exército Popular de Libertação para proteger o povo chinês: apesar das
ordens de avançar, o condutor do tanque recusou-se a fazê-lo porque isso
implicava causar algum dano a um cidadão. De qualquer modo mantenho a pergunta:
E o soldado?

Início de Maio: Milhares de pessoas fazem passeata em direção a Tiananmen pedindo reformas

13 de maio: policiais chegam e cercam a praca

20 de Maio: Chegam cada veza mais soldados: Este caminhão foi bloqueado pelos os estudantes

Soldados e manifestantes frente a frente

28 de Maio: as condições de higiene na praça se deterioram.
Os manifestantes pensam em cancelar os protesto

3 de Junho: A praca está cheia de soldados. O Manifestante grita: “Vao prá casa”

4 de maio: Comeca o Massacre


Os manifestantes revidaram. Na foto uma coluna de tanques incendiadas.
Na manha do dia 5 de junho, depois do banho de sangue a cidade acordou em estado de exceção.
Nos dias seguintes centenas trabalhadores, estudantes e intelectuais foram presos. Muitos sumariamente executados
Espero que esse nao tenha sido o caso do pai dos filhos de minha amiga.
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“Lembrar Tiananmen”
Quando passam 20 anos sobre o massacre de Tiananmen, a China ainda não se libertou dos grilhões maoístas. Pior do que isso, silencia todo e qualquer movimento que vise celebrar a Primavera de 1989, ao ponto de, gerações nascidas após essa data, não saberem o que realmente aconteceu em Pequim. Travestidos de socialistas modernos, o Governo controla minuciosamente a população através do Partido, aliando-se a políticas repressivas que vão desde campos de trabalho forçados a execuções públicas. Não existe liberdade de expressão nem liberdade sindical e os meios de comunicação social estão subjugados. Por mais operações de cosmética que protagonizem, onde os Jogos Olímpicos de 2008 foram o expoente máximo, jamais se libertarão do totalitarismo nacionalista instigador do medo que nem todos os países têm coragem de denunciar mas que um dia a História tratar-se-á de reparar.