Negrados

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De Escravo a “Trabalhador”: 120 anos de quê mesmo?

Que falem os números:

· Segundo o IBGE (2006) a população de cor de pele declaradamente negra e parda tem menos escolaridade e um rendimento médio equivalente à metade do recebido pela população que se declara branca, na média das seis regiões metropolitanas investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

· E mais: a taxa de desocupação dos pretos e pardos (11,8%) é superior à dos brancos (8,6%).

· A PME segue o sistema de classificação de cor ou raça adotado pelas pesquisas domiciliares do IBGE, que utiliza a denominação “preta” para se referir à pessoa negra. Ou seja, o informante escolhe uma entre cinco opções: “branca, preta, parda, amarela ou indígena”.

Educação

· A população em idade ativa negra e parda tem 7,1 anos de estudo, em média, e é menos escolarizada que a população branca (8,7 anos de estudo, em média).

· 6,7% das pessoas negras e pardas com 10 a 17 anos de idade não freqüentam escola, contra 4,7% dos brancos.

· 25,5% dos brancos com mais de 18 anos freqüentam ou já freqüentaram curso superior contra 8,2% para os negros e pardos.

· 20,1% dos negros e pardos com 10 anos ou mais de idade tinham algum curso de qualificação profissional, enquanto na população branca este percentual subia para 25,3%.

Trabalho

· 57,8% das pessoas ocupadas nos serviços domésticos e 55,4% das que trabalhavam na construção eram negras ou pardas.

· Só 34,6% de negros e pardos trabalham nos setores intermediação financeira, serviços prestados a empresas e atividades imobiliárias.

· Do total de empregados com carteira assinada na iniciativa privada, que dá mais proteção legal e melhores remunerações, 59,7% eram brancos e 39,8% negros e pardos.

Rendimento

· O IBGE também constatou uma forte diferença no rendimento dos dois grupos, mesmo quando exercem as mesmas atividades e têm o mesmo nível educacional.

· No agregado das seis regiões, a maior diferença salarial foi registrada no grupo de Serviços Prestados a Empresas, Intermediação Financeira e Atividade Imobiliária. Neste caso, o negros e pardos recebiam metade do rendimento dos brancos.

· No setor de serviços domésticos, a diferença era de 14,2% em benefício dos brancos.

· Em um outro teste, feito com um grupo de homens de 18 a 49 anos e com 11 ou mais anos de estudo, o IBGE constatou que a diferença de rendimentos entre trabalhadores por conta própria era de 75,5&. Para empregados do setor privado sem carteira assinada, a discrepância chegava a 97,9%.

E vejam que esses números não separam Negros e Pardos. Todos sabemos que quanto mais aparência negróide o sujeito tem menores são suas possibilidades de acesso e ascensão sócia e financeira.

13, May, 2008 - Posted by negrados | Notícias Brasil | | No Comments Yet

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