Video da Semana
Trânsito sem Semáforo
O trânsito pode fluir sem o Semáforo e suas luzes. É só uma questão de educação, gentileza e respeito ao próximo, algo que, sobretudo os motoristas deste país desconhecem. Aliás, eles nao respeitam sequer a faixa de pedestres ou mesmo o sinal vermelho.
“afaste-se pelo menos um metro da tela: o que você verá então lembrará uma ampliação microscópica do sistema circulatório de um Organismo no qual cada partícula atinge seu objetivo porque sabe exatamente em qual posição eles precisam estar (e quando, acrescento eu). Olhando de fora, parece caótico, mas aí tem um coletivo, tal qual um formigueiro, (um rizoma, acrescento eu) no qual todos movem-se no local certo”
Por sinal, este vídeo oferece uma boa oportunidade aos controladores e organizadores do Trânsito nesta Fazenda Iluminada chamada Campinas, que nao conseguem fazer o tráfego fluir a contento para pedestres e motoristas. Sem falar em ciclistas, que nossos ilustres administradores simplesmente esquecem.
Morrer, Verbo Transitivo (Cap. III)
A seguir, mais um capítulo da SEN-SA-CI-O-NAL história:
Capítulo III
Realmente, aquela história toda havia intrigado Elliot Harper: um membro, ou melhor: “o” membro do Alto Sufixado da cidade, que interessava-se por Panini e pelo Ashtadhyayi, acusado de “abuso de silabas menores”!
Tava aí uma grande chance de retomar o rumo da sua carreira, que andava meio em baixa, primeiro por causa daquele incidente, há cinco anos atrás, quando a cidade toda e, quiçá o mundo, acompanharam a história do seu primeiro e único deslize, mas cuja repercussão atingiu em cheio sua carreira e, segundo – Ah, como era duro admitir! – porque o negócio de adjetivador particular estava ficando fora de moda, especialmente junto às camadas mais jovens da população, originalmente seu público alvo e seus mais fidedignos clientes que, fazia algum tempo percebera ele, estava trocando seus serviços pelas novas tecnologias, com seus chips “made in qualquer lugar aonde ele jamais iria”.
De qualquer forma, estava ali uma boa oportunidade. Aos quarenta e oito anos, havia tido uma carreira bem sucedida como adjetivador. Desde que saíra da universidade a vida para ele havia sido uma espiral ascendente: da colação de grau ao primeiro emprego não precisara sequer de um mês e em menos de dois anos havia se tornado coordenador de uma equipe de oito adjetivadores. Havia superado inclusive o Johnny, que todos consideravam o melhor do ramo na cidade, até o advento daquele incidente, que o perturbava tanto que ele não consegui mais se concentrar efetivamente no trabalho. Até porque desde então, só lhe chegavam casinhos, pequenas intrigas semânticas que sequer mereciam uma nota de rodapé. Mas aquele caso não. Estava ali uma boa oportunidade e, vamos e venhamos, sendo contratado por aquele pedaço de mulher! – pensou ele – e corou, sentindo o coração bater mais forte no peito e certa comichão que há muito não sentia. Teria ela notado? Acho que não, ponderou ele, pois continuara a falar sem menos apresentar qualquer evidencia.
Bom, “pero que si, pero que no” ele pegara o caso e ali estava ele, pensando nas listas das quais falara Morfema. Que porra de listas seriam estas? Pelo que conhecia da literatura Sânscrita em especial do período védico– graças, quem diria, àquela maluca da Jena, vegana e mítica radical que custou a sair do seu pé – só poderiam estar relacionadas com o Vedanga e suas seis disciplinas extremamente úteis para a compreensão e para a tradição dos Vedas, os escritos sagrados Hindus. Certamente, estavam relacionadas ao Jyotish e ao Kalpa, as disciplinas que regulavam a pratica de rituais, no caso da segunda e, no da primeira, que se ocupava da astrologia e da astronomia com o intuito de prever os dias mais favoráveis para a realização de sacrifícios.
Se como dissera Morfema, o marido se tornara Sufixo após o interesse pelo sânscrito e os védicos, e foi como sufixo que ele estava sendo acusado de abuso de silabas menores, então, era por ali que ele iria começar suas adjetivações. Ótima hipótese pensou Elliot Harper, e pegou o telefone…
===============
A bola tá contigo, Angela!
Technorati Tags: Morrer verbo transitivo, folhetim




